A importância de falar (e vivenciar) suas fantasias


Por Gutto Lars

O gosto pelo ballbusting me acompanha há muito tempo. Essa minha “relação” com a fantasia nem sempre foi fácil e amigável. Entender o porquê eu gostava da ideia de levar um chute no saco dado por uma mulher foi motivo de várias investigações da minha parte. Como já disse em outros textos, me senti estranho em vários momentos, até que um dia, depois de muito pesquisar (e muita terapia envolvida) passei a aceitar essa minha faceta, que nada mais é uma dentre todas outras que existem por aí. Gosto e pronto! Passei a aceitar e tentei seguir em frente!



Noto, no entanto, que escrever mensalmente a coluna Prazeres Distintos tem me colocado em contato com um lado da fantasia que pouco tinha “praticado” até então: o simples falar sobre! E isso é libertador, fato pelo qual serei eternamente grato a essa oportunidade. Em outras palavras, por muito tempo o gostar de ballbusting ficou guardado numa caixinha fechada a sete chaves e que pouquíssimas pessoas puderam olhar em seu interior. Não tenho dúvidas que esse “silêncio” reforçou o impacto da fantasia na minha vida.

Anos atrás, tomei coragem para falar sobre o assunto em ambiente terapêutico, pois o fato de pensar demais em mulheres chutando o meu saco chamava a minha atenção e, naqueles dias, me atrapalhava a vida. Sabiamente, a terapeuta fez essa relação entre a fantasia e a realidade. Toda vez que o pensamento se encaminhava para a realização, a fantasia perdia força. O que isso queria dizer? Resumindo: que eu era um fã de vídeos e fotos, não necessariamente um ballbuster que exporia meus testículos aos golpes femininos, por mais que tal pensamento me excite.


Essa revelação fez com que eu tivesse um outro insight: será que se eu falar mais sobre ballbusting fará com que esse desejo guardado a sete chaves perca a força de impacto na minha vida? Entre os dilemas que eu continuava a carregar, notei que permanecia calado, falando com pouquíssimas pessoas, as quais sou eternamente grato e que sempre toparam falar de boa sobre o assunto. Essas pessoas me ajudaram a espantar os “fantasmas” da minha mente e me propiciaram uma liberdade para viver e falar de ballbusting que nunca havia tido...


Aí, nesse processo, surge o maravilhoso vídeo da Marianna Kiss falando sobre o quê? Ballbusting!!! Tomei coragem, fiz contato e aqui estou mais uma vez. Olhando retrospectivamente, percebo que trilhei um caminho importante e libertador. Toda essa trajetória me fez e faz ter todas as reflexões sobre o assunto. Talvez a minha experiência possa estar sendo útil e libertadora para outras pessoas que, como eu, se sentiam estranhas em ficar de pau duro ao ver uma mulher dar chute no saco.


Só tenho a agradecer, mas sinto que minha missão aqui, nesse belo espaço, se cumpriu. Uma mensagem que farei questão de dizer a todos que se reprimem de alguma forma é: liberte-se, viva a sua vida com plenitude e, não fazendo mal a ninguém, seja feliz! E um viva aos Prazeres Distintos.


Leia a edição de julho da Revista Sexsência no https://03fa6c40-27c5-4b01-a28b-3e2c5e157823.filesusr.com/ugd/7cf313_75480b19f9b84aa4a3c88c6ff1368931.pdf


#bdsm #ballbusting #parafilia #fantasiasexual #chutenosaco


Gutto vai fazer falta, né?!

MK

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