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Apoio da família sobre o novo amor

Por Marianna Kiss


Ao longo desses anos de trabalho eu recebi muitos e-mails pedindo conselhos sobre como contar à família sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero. E, também, sobre como apresentar o novo amor a esse povo que é tão especial para nós (pai e mãe).


Eu lamento muito esse tipo de e-mail... Não pela necessidade das pessoas por um ombro amigo, pois sou especialista em sexualidade e trabalho com o maior prazer para tal, mas sim pelo motivo desses conselhos: a não aceitação da família. O que eu lamento é o preconceito que ainda reina nas famílias e atrapalha as lindas histórias de amor.


Quase 95% dos e-mails é sobre esse assunto. Infelizmente, assumir para a família a homossexualidade ou identidade de gênero ainda é um tabu. É uma decisão difícil para todos. Ouvi poucas histórias sobre casos onde os pais aceitaram numa boa, sem cara feia ou coração fechado. Um “happy end” que todos mereciam.


Entretanto, esse não é o único problema. Muitos homossexuais adolescentes que ainda moram com os pais têm de enfrentar o desafio de apresentar seus amores à família para que possam frequentar seus lares. Geralmente o tal amor é apresentado inicialmente como um amigo (a) que vai para lá dormir todo final de semana com a desculpa de ser um companheiro de baladas, e assim, passa a ter intimidade com todos aos poucos. Engana-se quem pensa que essa estratégia vai facilitar as coisas. Nem sempre isso acontece. Acabo de acompanhar o caso de um casal de meninas que passou por isso. A família de uma aceitou quase numa boa, contudo, a da outra simplesmente as proibiram de se ver. A mãe da moça que não aceitou a verdade ligou para a mãe da outra pedindo que ela também proibisse a convivência desse amor.



Um verdadeiro balde de água fria na “love story”. Agora vai o meu singelo conselho:


NÃO DEIXEM DE VIVER O AMOR POR CONTA DE TERCEIROS.


Eu sei que a opinião e aceitação da família é muito importante. Mas, o amor não tem limites. Não deve ser impedido ou coibido. Chega uma hora em nossas vidas que temos de nos desgarrar de nossos pais para viver nossas próprias rotinas e independência. A escolha do companheiro faz parte disso e é claro que isso vai depender dos nossos sentimentos. Nossos corações não escolhem o amor mediante o gênero biológico homem ou mulher. Nossos corações escolhem amar seres humanos. Pessoas de bom caráter, que nos transbordam, completam nossos dias e nos trazem alegrias, e é isso o que deve importar.


O balde de água fria da desaprovação dos pais, casais heteronormativos também enfrentam. Ninguém consegue agradar a todos, sempre tem um membro da família que vai torcer o nariz. Mas, não é por isso que você deve desanimar ou pensar em desistir do seu amor. Ao contrário.


CONTUDO... Se você é um adolescente, há uma ressalva. Pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) seus pais não podem lhe negar abrigo mas, se você revelou seu novo amor e seus pais não o aceitaram, tenha paciência, pois a notícia pode ser difícil para eles. Pesquise as leis de seu Estado e veja se você pode ser atendido por um terapeuta sexual sem o consentimento de seus pais. Isso ajuda muito. Em São Paulo, adolescentes a partir dos 12 anos podem ser atendidos dessa forma.


A vida é uma batalha diária, onde encaramos preconceitos, tabus, e princípios sem valores humanos. O amor, que não tem limites, tem de estar acima de tudo isso e ser o combustível para que você continue respirando. E amando... E sendo feliz. Afinal a sua família, por mais importante que seja, não é quem vai viver a sua vida, nem sentir seus sentimentos e emoções.


E se você precisar de um ombro amigo... Alguém que injete ânimo em suas veias, não hesite em me procurar.


Como especialista em sexualidade eu atendo dúvidas sobre:

identidade de gênero, orientação sexual, autoestima e disfunções e inadequações sexuais, de segunda a sábado on line e você pode me procurar no sexsencia@yahoo.com.


Ah! Me acompanhe também nas redes sociais, no Instagram estou como @sexsencia e @mariannakisskiss e no youtube.com/sexsencia.

#lgbtqia+ #amorlivre #lgbtqiapride #amoresexo #comoapresentarmeunamoradosaosmeuspais


Eu fico por aqui, gratidão por me ler, cópula a tergo e muita intumescência para o seu dia.

Marianna Kiss


Foto de Rafael Leão

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