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Ballbusting e o mundo real

Por Gutto Lars


Desde que passei a escrever a coluna Prazeres Distintos, aqui na Revista Sexsência, tenho me aventurado mais na tentativa de desmitificar o ballbusting, mas, confesso que tem sido um duro desafio. Explico: muitas pessoas dizem ter a mente aberta, porém basta trazer um ponto de vista diferente ou algo fora dos ditos “padrões convencionais” para que a visão delas volte para o casulo. É assim que tenho me sentido quando tento abrir meu fetiche por ballbusting com amigas próximas. Sinto que elas se retraem...


Respeito esse retraimento, contudo tenho certa dificuldade para entender o prejulgamento que algumas pessoas fazem. O papel delas, nunca é demais lembrar, se resume a topar ou não a brincadeira: julgar jamais! Se você, como eu às vezes, se sentir julgado, uma dica: pule fora! O ballbusting é parte da sua essência, portanto não deixe que nenhum outro alguém tente apagá-lo. Sempre haverá outras pessoas que vão aceitar o seu fetiche de forma bem mais leve e agradável.

O que quero dizer é que, espaços para falar abertamente sobre o assunto, como lindamente tem feito a Marianna Kiss à frente do Sexsência, ainda são exceções. Ballbusting, infelizmente, segue sendo um assunto tabu, rodeado de caras espantadas que atrelam o fetiche apenas à dor, não levando em consideração as demais sensações e jogos que fazem parte dessa prática.

Na internet, por exemplo, alguns poucos espaços ou manifestações relacionadas ao desejo de levar chute no saco são diminuídas e quem se assume perante a um grupo, acaba por se sentir como uma partícula inspecionada num laboratório. Perguntas do tipo “como assim você gosta disso?”, “não dói?”, entre outras fazem com que os adeptos do ballbusting se sintam verdadeiros ETs em alguns momentos. A busca por aceitação não é das mais simples, mas ela fortalece e une os praticantes e simpatizantes de chute no saco.

O importante é aproveitar espaços como a coluna Prazeres Distintos para dar voz aos nossos anseios e falar ao mundo que não há nada demais em gostar da ideia de levar umas pancadinhas nas bolas.

Pensando já nas próximas colunas, gostaria de “ouvir” o seu relato sobre os seguintes pontos:


1) Como foi a primeira vez que você levou (ou deu) chute no saco?

2) Como percebeu que gostava da ideia de levar (ou dar) chute no saco?

3) Para quantas pessoas você já falou sobre seu fetiche?

4) Quais são suas estratégias para falar sobre isso sem dar muito na cara de que gosta do assunto?


#ballbusting #bdsm #sadomasoquismo #switcher #rigger


Imagem retirada da internet com liberação de uso (Gutto Lars)

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