Camgirl

Atualizado: Jul 21


A primeira vez que ouvi falar sobre camgirl foi em 2014, quando a participante do Big Brother Brasil, Clara Aguiar falou sobre o trabalho que exercia. Na época, o assunto passou desapercebido pelos meus ouvidos, mesmo porque eu ainda não era sexóloga. Entretanto, em abril deste ano e com o boom das lives do Sexsência, o assessor de imprensa Clinton Paz me procurou para me apresentar a Arlekitty, uma camgirl. Opa! Algo ressoou em mim e não perdi tempo. Claro que eu a entrevistei e me deliciei com o assunto, o qual eu fiz questão de dar destaque na Revista Sexsência.


“Mas, afinal de contas o que é uma camgirl?”


Segundo as definições encontradas na internet, camgirl é uma mulher que se exibe sensualmente na internet, cobrando por isso, em apresentações extremamente exibicionistas por meio de performances sexuais de dar água na boca até mesmo a quem não é vouyer – quem observa. Se exibir envolve dançar, realizar striptease, fazer sexo virtual, se masturbar, discursar sacanagens, provocar com sexytoys, realizar fantasias e fetiches ou qualquer outro pedido do cliente a fim de excitá-lo desde que não fira sua consensualidade. Contudo, entrevistando a Arlekitty e lendo tantas outras matérias sobre, percebi que uma camgirl é muito além de uma garota que apenas se exibe em troca de dinheiro.



Muitas delas estão por trás das web câmeras para descobrirem a própria sexualidade. Relatos como “tive meu primeiro orgasmo me exibindo” ou “passei a conhecer o meu corpo quando me tornei uma camgirl” são bem mais comuns do que se possa imaginar.

Flexibilidade de horário e independência financeira são fortes atrativos também. Muitas são procuradas não por beleza ou pelas caprichadas stripteases, mas também por serem boas ouvintes, conselheiras e até musas inspiradoras para artistas e solitários... Homens, mulheres e casais. Tem de tudo, inclusive os mais diversos pedidos que vão desde exibições escatológicas a incesto – que ninguém é obrigada a topar –, ou pedidos de cafuné virtual a sessões em silêncio apenas para que sejam contempladas como deusas.


Entretanto, nem tudo são flores e as camgirls encaram o estigma de que seu trabalho é o mesmo que se prostituir já que tiram a roupa e excitam quem paga. Porém, não há contato pessoal e o perfil de uma camgirl é completamente diferente. Em geral, são mulheres jovens, de classe média, que não precisam do dinheiro das exibições como renda principal – embora ganhem muito bem – e gravam do próprio quarto.


Os “shows” duram, em média, de 10 a 45 minutos e a camgirl pode escolher se será completo – com nudez total, masturbação, sexo virtual e etc. – ou não e, ainda diz o que faz e o que não faz. Há sites especializados como o Chaturbate, o Cam4, o MyFreeCams, o Streamate, o LiveJasmin, o Câmera Prive e o Câmera Hot. Cada qual com suas exigências, uns só aceitam mulheres que já tenham público nas redes, outros aceitam também trans e homens e por aí vai. E os ganhos podem chegar a mais de R$ 20.000,00 por mês.


Mas, quase como unanimidade, todos os relatos de camgirls que eu li deixam claro importantes detalhes: vontade de ganhar dinheiro não é suficiente para se tornar uma bela atração, é preciso também muita coragem para enfrentar preconceitos e contar à família, além de ser necessário ter maturidade e autoestima elevada, pois há clientes que surgem para ofender e xingar. A escolha de um site de confiança, idôneo, que garanta o sigilo das identidades das cams e clientes e que transpareça a forma de pagamento também são preocupações, principalmente para as iniciantes.


E agora, para abrilhantar nossa matéria eu presenteio você com a entrevista completa da Arlekitty, uma garota de 21 anos, encantadora, de belos seios e curvas singelas, mineirinha do interior, que se encaixa perfeitamente no perfil mitológico de uma ninfa. Seu comprometimento é tanto que ela passa noites em claro ensaiando as melhores performances para seus clientes, o quais ela permite agradados em “doses homeopáticas” por meio de vídeos curtos que ela libera gratuitamente em seu Instagram: @arlekitty.

Seu codinome foi escolhido a dedo inspirado em personagens dos mangás japoneses e sua identidade, é claro, vai ficar como um mistério, um pequeno mimo para o seu repertório de fantasias.


Sexsência: Conte seu maior segredo: como você seduz os clientes?


Arlekitty: A sensualidade não está apenas nos meus gestos ou no meu corpo. A doçura da minha voz tem de funcionar como um entorpecente, fazendo com que o cliente viaje por universos múltiplos.


Sexsência: Como você descobriu este universo? Se inspirou em alguém?


Arlekitty: Sempre pesquisei coisas aleatórias nas redes até que em 2018 encontrei uma plataforma gringa onde garotas se exibiam por gorjetas. Fiquei curiosa e fui experimentar. Me inspirei em mim mesma.


Sexsência: Onde você grava?


Arlekitty: No meu quarto e às vezes no banheiro. Sempre quando todos estão dormindo.


Sexsência: Você sempre gostou de se exibir?


Arlekitty: Sempre. Sempre gostei de ver meu corpo e de usar roupas provocantes e fazer nudes.


Sexsência: Nas exibições, você mostra o rosto também?


Arlekitty: Me exponho completamente, inclusive mostro o rosto. Não tenho medo que as pessoas descubram que sou uma camgirl. As pessoas que não sabem é porque eu ainda não tive a oportunidade de contar ou porque não sei como abordar o assunto.


Sexsência: Sua família sabe?


Arlekitty: Só a minha irmã e algumas amigas, inclusiva já convidei algumas para participar de uma exibição comigo. Meus pais não sabem. Meu anonimato é apenas para eles. Eles sabem apenas que eu trabalho com a internet.


Sexsência: Como você acha que será a reação deles ao descobrirem?


Arlekitty: Vão se assustar, mas depois aceitar. Assim que eu descobrir um jeito de falar com eles e te conto.


Sexsência: Já sofreu preconceito por ser uma camgirl?


Arlekitty: Por ser uma camgirl nunca. Acho que o preconceito é em torno do sexo, em torno da mulher que transa. Quem tem preconceito não o tem com a profissão e sim com o fato de serem mulheres se exibindo.


Sexsência: Você sente prazer enquanto se exibe?


Arlekitty: Claro. Me masturbo e sinto muito tesão em saber que as pessoas sentem tesão em mim. Acabou se tornando minha fantasia.


Sexsência: Você tem outras fantasias sexuais?


Arlekitty: Não. Gosto de coisas bem convencionais no sexo.


Sexsência: O que mais os clientes pedem?


Arlekitty: Na maioria das vezes, os homens querem ver eu me masturbando. É onde mais ganho dinheiro.


Sexsência: Você só atende homens?


Arlekitty: Não me nego a atender ninguém, mas desde que comecei eu só atendi homens.


Sexsência: Como são suas sessões?


Arlekitty: Elas são sempre individuais e duram de 10 minutos a uma hora. Eu inicio com uma música bem sexy e começo a seduzir tocando no meu corpo, em seguida tiro a roupa bem devagar e no final, me masturbo e faço coisas que levam meu cliente ao orgasmo.


Sexsência: Você gosta de ver o cliente?


Arlekitty: Não é importante para mim vê-lo. Ele se mostra se quiser. O que importa é o que o cliente quer e não o que eu quero. A Arlekitty faz tudo o que o cliente pede.


Sexsência: Você já recusou algo?


Arlekitty: Já me pediram para fazer incesto, mas recusei por achar bizarro. Eu permito que façam sugestões e que peçam coisas especificas desde que paguem, pois é a minha profissão, mas coisas bizarras e nojentas eu não aceito.


Sexsência: Você tem preferência por algum tipo específico de cliente?


Arlekitty? Eu atendo qualquer perfil físico e idade, sem preconceitos, homens e mulheres. Atenderia mulheres, mas é difícil elas procurarem esse tipo de serviço.


Sexsência: Quem é a Arlekitty?


Arlekitty: É uma personagem que gosta de se exibir e gozar e quem faz ela sentir prazer sou eu. Ela não busca por laços afetivos, nem por namorado nem por amizade. Ela tem carinho pelo público, mas a dona dela – eu – também não busca por laços efetivos. Ela não quer unir a profissão com a vida pessoal.


Sexsência: E, quem é você?


Arlekitty: Se eu contar não tem graça.


Sexsência: Você acha que vive uma vida dupla?


Arlekitty: Eu estudo, faço um curso técnico. Não sinto vontade de namorar porque estou focada na Arlekitty. Algumas pessoas sabem o que eu faço e outras não. Sim, eu levo uma vida dupla.


Sexsência: O que você indica para garotas que querem ser uma camgirl? Elas te procuram?


Arlekitty: Já apareceu uma jovem querendo dicas, mas primeiro eu perguntei se ela é maior de idade. Depois aconselhei, como aconselharia a todas que, é preciso ter um psicológico bom para ser uma camgirl, ter autoestima alta. Críticas sobre o seu corpo e pessoas frustradas por não conseguirem pagar pelo serviço vão aparecer apenas para te ofender. Golpistas, clientes que fazem pressão psicológica e aproveitadores. É importante pesquisar muito sobre a profissão e pensar se é isso mesmo o que se quer.

Uau!!! Fiz uma live com a Arlekitty no Instagram, mas a conexão caiu e não consegui tirar tudo o que eu queria dela, mas prometo encaixá-la novamente na agenda deste mês. Aguarde ou, se estiver muito curiosa (o), basta acessar o perfil @alerkitty.


Leia a edição de maio da Revista Sexsência no https://03fa6c40-27c5-4b01-a28b-3e2c5e157823.filesusr.com/ugd/7cf313_721300b1c2974743ad22d2603f692312.pdf


Como especialista em sexualidade eu atendo dúvidas sobre:

identidade de gênero, orientação sexual, autoestima e disfunções e inadequações sexuais, de segunda a sábado on line e você pode me procurar no sexsencia@yahoo.com.


Conheça também os cursos que ministro no https://www.sexsencia.com.br/cursos-e-treinamentos e meus livros no https://www.sexsencia.com.br/copia-meus-livros


Ah! Me acompanhe também nas redes sociais, no Instagram estou como @sexsencia e @mariannakisskiss e no youtube.com/sexse


#camgirl #oqueeumacamgirl #alerkitty


Eu fico por aqui, gratidão por me ler, cópula a tergo e muita intumescência para o seu dia.


Marianna Kiss


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