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Cuckold

Por Marianna Kiss


O público pediu e eu entrei de cabeça no universo BDSM. A partir de agora você vai ler muito conteúdo sobre diversas práticas do meio dentre outras fantasias que você pode vivenciar na sua vida baunilha.


Você já ouviu falar nessa prática sexual? Não! Mas, aposto que você sabe bem o que é justo porque o seu melhor amigo assumiu (finalmente) que sente prazer em ver a própria parceira transando com outro, pois sim?!

Num primeiro momento você pode até pensar “nossa, que absurdo, quem gosta de ser corno?”, mas me dê uma chance de te explicar o que eu tive prazer em descobrir que logo, logo vai perceber que ser um cuckold não é muito além de um fetiche.

Eu, particularmente, não gosto de dizer que cuckold significa corno – cônjuge traído pelo parceiro adúltero –, pois mais a frente eu vou mostrar a diferença entre os dois.

O termo vem do inglês “cuckoo”, que em português é cuco, sim aquele pássaro do relógio antigo da sua tia que a cada hora sai da casinha e repete “cuco”, “cuco”, “cuco”. Aquela belezinha existe na natureza e sua missão é preparar um aconchegante ninho para receber uma fêmea que colocará ali ovos de outro macho. A palavra apareceu pela primeira vez no século 12 – mais uma forma de sexualidade que o povo acha que surgiu agora (durante o fim dos tempos), mas que na verdade existe há muito tempo – no poema satírico “The Owl and the Nightingale” – “A Coruja e o Rouxinol” em português.


Ser um cuckold é um estilo de vida que começa com um simples desejo de ver sua mulher paquerando outros homens, que em seguida o cara incentiva que ela arrume um Ricardão para depois evoluir que ela transe com o tal em casa, dentre outros comportamentos listados a seguir (agora é a chance de descobrir se você é um ou não):


1. O cuckold ama ver sua parceira saindo de casa toda linda para encontrar o amante e, quando ela volta, ele exige saber todos os detalhes da transa;

2. Ou então, pede que ela filme o encontro e mostre para ele;

3. Ele também gosta quando ela leva o Ricardão pra casa. O “corninho”, como gosta de ser chamado, fica na porta do quarto ouvindo tudo. acredita?!

4. E, por último, ele ainda pode presenciar a transa e ainda participar dela. Essa prática acontece muito em casas de swingue e é confundido com o voyerismo.



Eu mesma conheço muitos cuckolds que se dizem swingueiros e voyer, mas não são. O voyerismo ocorre quando você observa outros casais transando. Você até pode dizer que é um voyer ao ver a sua esposa com outro, mas és um voyer cuckold.

“Ué, Kiss, como o cara é um cuckold e não sabe que é um?”. Simplesmente porque vivemos numa sociedade machista e patriarcal e assumir aos amigos e familiares que sente prazer nisso é pedir para ser chacotado e julgado como promíscuo dentre outros absurdos mais – e até mesmo sofrer ameaças e violência. Não é fácil assumir que se tem um fetiche e muito menos ser compreendido. Para um cuckold o prazer está em dar liberdade sexual à parceira. Ele não se sente traído nem ofendido, diferente de um corno “comum”, ao contrário, ver a esposa com outro homem é uma honra para ele, pois ele glorifica ela como uma mulher forte, autentica, livre e à frente de seu tempo. E ela, se sentindo bem, que mal tem? Afinal, quando há consentimento não há traição nem desonestidade, pois sim?!

Há outras coisinhas mais que diferenciam um cuckold de um corno comum, como por exemplo:

1. O corno não sabe que é enganado e quando descobre, não aceita a situação e se sente magoado e ofendido, o que é perfeitamente normal visto que se não foi consentido então é traição;

2. Outra definição comum é dizer que o homem traído usa cornos, chifres. Isso é uma referência aos veados, que usam seus chifres na luta para disputar uma fêmea;

3. O corno é socialmente visto como “homem insuficiente” para satisfazer a sua mulher e impedir ela tenha sexo fora do casamento.

Bem, há diversas outras informações sobre o assunto, mas eu só vou revelar num livro que estou escrevendo e vou lançar em breve. Enquanto isso, contente-se com o vídeo que soltei no youtube.com/sexsencia. Segue o link:

https://www.youtube.com/watch?v=aur6ZP2VLzw&t=1s


Foto de Vidar Nordli-Mathisen


Como especialista em sexualidade eu atendo dúvidas sobre:

identidade de gênero, orientação sexual, autoestima e disfunções e inadequações sexuais, de segunda a sábado on line e você pode me procurar no sexsencia@yahoo.com.


Conheça também os cursos que ministro no https://www.sexsencia.com.br/cursos-e-treinamentos e meus livros no https://www.sexsencia.com.br/copia-meus-livros

Ah! Me acompanhe também nas redes sociais, no Instagram estou como @sexsencia e @mariannakisskiss e no youtube.com/sexsencia.

#amoresexo #especialistaemsexualidade #bdsm #cuckold #cornofeliz


Eu fico por aqui, gratidão por me ler, cópula a tergo e muita intumescência para o seu dia.

Marianna Kiss

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