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Eleve sua autoestima com Pole Dance

Por Marianna Kiss


Quem se lembra da atriz Flávia Alessandra seduzindo a personagem do Antônio Fagundes dançando apoiada numa barra de aço vertical na novela Duas Caras em 2007? Euuuuuuu! Desde os meus 24 anos tenho como meta me aventurar nesse misto de dança, ginástica e sedução pertencente ao pole dance. Por que nunca coloquei em prática? Por puro medinho de cair lá de cima junto com a minha autoestima e se você sente o mesmo, continue lendo a matéria.


O pole dance tem origem na Índia com a prática do mallakhamb – "homem de força" ou "ginástica do poste" –, que nada mais é do que a ioga praticada com o auxílio de um poste de madeira e cordas no século XII. Como disciplina esportiva, existe há cerca de 250 anos, é claro que em nenhuma das duas práticas você o reconheceria como hoje cheio de brilho, saltos altos e empoderamento feminino. Esse lado mais artístico e sedutor apareceu nos anos de 1920 por meio dos Tour Fair Show que passavam de cidade em cidade divertindo multidões. Devido aos tamanhos das tendas, os postes que as seguravam ficavam bem na beirada dos pequenos palcos e as dançarinas de Hoochi Coochi aprenderam a dançar em suas companhias, ou seja, se tornaram parte do espetáculo.


O pole dance evoluiu das tendas de circo até os bares de estilo burlesque originários dos anos 1950. Em 1968 teve seu primeiro registro com a performance de Belle Jangles no clube de striptease Mugwump, em Oregon, contudo a dança do poste se popularizou mesmo a partir de 1990 quando a canadense Fawnia passou a ensinar a dança ao produzir o primeiro DVD com instruções de pole fitness. Dez anos depois, o pole dance galgou algumas modalidades como o fitness, o street – praticado em barras e postes urbanos como nos metrôs e placas de sinalização – e o artístico – dos shows de striptease e circo. E sim, é possível ter uma barra em casa.


Agora vamos responder à pergunta que eu sei que está na ponta da sua língua:


– Kiss, o que isso tudo tem a ver com a minha autoestima?

Minha gata garota, eu tive o privilégio de entrevistar no Sexsência Rani Muniz que é especialista em artes sensuais, empresária e organizadora do primeiro Campeonato de Pole Classique do Rio de Janeiro, realizado na Sexyfair, maior feira do mercado erótico do país, desde 2017. Ela tem 36 anos e pratica o pole há seis. A pole dancer se definia como uma acumuladora de bens vivendo numa caixinha social padronizada: trabalhava para viajar, para ter um carro e uma casa... Trabalhava para ter uma família. Atuou como bancária e por seis anos como design de interiores em grandes empreendimentos. A única coisa que ela tinha certeza é de que trabalharia com pessoas. Contudo, ela nunca se imaginou trabalhando com mulheres até que se deparou com uma depressão e descobriu o pole dance. Com isso, ela sentiu a necessidade de fazer com que as mulheres enxergassem a prática com outros olhos. Confira um pouquinho do desenrolar da nossa live:

Sexsência: O que é o pole dance?


Rani Muniz: É uma arte, pois meche com a parte física e psicológica da mulher. Elas acabam procurando o pole como terapia, pois abraça muito o empoderamento feminino e o resgate de autoestima. Acabo trabalhando com o acolhimento das mulheres, além da parte física.


Sexsência: Toda mulher consegue praticar? É preciso força brutal?


Rani Muniz: Eu costumo dizer que para praticar o pole dance a mulher precisa ter duas coisas: primeiro um corpo e segundo é que ela acredite nas possibilidades que o corpo dela pode ter. Eu sou suspeita para falar porque eu larguei o meu emprego para me dedicar ao pole e eu descobri a atividade quando estava com 23 quilos a mais, ou seja, eu entrei mesmo para perder peso e resgatar minha autoestima. A princípio as pessoas associam a prática a algo muito difícil e dizem “eu não consigo porque não sou forte” ou “não consigo porque não sou nova” e acabam construindo inúmeras crenças limitadoras. Quando eu entrei eu estava focada a fazer algo que eu gostasse, que eu me apaixonasse. E, eu nunca fui praticante de nenhuma atividade física, nunca fiz dança, nunca tinha feito nada antes do pole dance. E eu já tinha 30 anos e fugia completamente do estereotipo das mulheres que praticam.


Sexsência: O que você sentiu quando iniciou no pole dance?


Rani Muniz: É um divisor de águas e transforma você como um todo. Eu sempre digo que o que está fora é o reflexo do que você tem por dentro. Se a gente está bem por fora é porque está bem por dentro também. E o pole foi muito isso... Quando eu comecei, entrei numa sala de pole com nove mulheres magrinhas, baixinhas e fortes, provavelmente que vieram de outras atividades físicas e quando eu me deparei com isso falei “caramba, isso não é pra mim”. Daí eu vi lá no fundo da sala uma garota que deveria ter uns 100 quilos, e eu digo que ela foi a minha inspiração, pois eu pensei “se ela consegue, eu também consigo”.


Sexsência: O que você diz a uma mulher que quer experimentar e tem medo?


Rani Muniz: Às vezes a pessoa quer calçar o seu calçado, mas não quer trilhar o caminho que você já trilhou. Aquela menina que estava lá fazendo uma inversão maravilhosa que fez com que eu me motivasse, mesmo com sobrepeso, treinava há muitos anos. Só que quando a gente chega, acaba sendo imediatista, né?! A gente já quer ver o resultado, e no pole dance não é assim, existe uma progressão. Todas vão entrar da mesma forma e passar pelos mesmos processos. É óbvio que algumas vão passar de forma mais rápida e outras não, mas temos de ter paciência e respeitar o nosso corpo. Cada corpo é um corpo com suas próprias limitações. Há pessoas que fazem academia que têm limitações com flexibilidade, por exemplo. Outras terão com sobrepeso ou com coreografia.


Sexsência: O que o pole permite?


Rani Muniz: O pole é maravilhoso porque ele abraça todas as possiblidades: a acrobática, o pole esporte, a artística... Você pode mesclar dança e balé e ainda, e se você quiser ser piranha, você também pode. Você escolhe o que pode ser e o que quer ser. Ser uma ou mais de uma coisa. Seja feliz, se jogue. Faça o que tem vontade.


Sexsência: Praticar o pole sob o viés da sensualidade, ajuda a mulher a se tornar mais sensual?


Rani Muniz: As pessoas associam ser sensual a corpo, quando na realidade a sensualidade é algo interno. Está no DNA, tipo “eu acordei, bagunçada e de pijama e sou linda”, sabe? Essa é uma busca interna, não tem lingerie, maquiagem, pole dance nem nada que estimule sua sensualidade se de fato você não estiver bem consigo.


É o tal do borogodó, né mulherada? Ou você tem, ou não tem ou se esforça internamente para ter e para isso é preciso estar com a autoestima em dia e muito bem trabalhada. Eu já me decidi, vou pegar na mãozinha da minha colunista Vanne Costa e de mais algumas parceiras para experimentar o pole com a Rani assim que acabar a quarentena. E você?


Ainda te falta coragem? Então, confira o restante da entrevista com a Rani Muniz no www.youtube.com/sexsencia ou a procure no Instagram @rani.muniz. Ela tem estúdio em São Gonçalo – aqui no Rio de Janeiro – e também ministra aulas de outras artes sensuais como chairdance e striptease.



Como especialista em sexualidade eu atendo dúvidas sobre: identidade de gênero, orientação sexual, autoestima e disfunções e inadequações sexuais, de segunda a sábado on line e você pode me procurar no sexsencia@yahoo.com.


Ah! Me acompanhe também nas redes sociais, no Instagram estou como @sexsencia e @mariannakisskiss e no youtube.com/sexsencia. #asclitonianas


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Eu fico por aqui, gratidão por me ler, cópula a tergo e muita intumescência para o seu dia. Marianna Kiss


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