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Fantasia, desejo e imaginação com Gisele Carneiro, sexcoach

Por Marianna Kiss


No mercado da sexualidade há diversos profissionais que nos ajudam, diariamente, a resolver nossas dúvidas sexuais e questões relacionadas. Os mais comuns são terapeutas sexuais, sexólogos e consultores de produtos eróticos... Mas, você já ouviu falar em sexcoach?! Não?! Então venha comigo nesta matéria, pois além de entrevistar Gisele Carneiro, sexcoach e consultora em saúde sexual, ela ainda solta algumas de suas dicas de sedução para o dia a dia do casal.


Gisele iniciou sua carreira há 11 anos e antes de se tornar coach, ela já era especialista em sexualidade, atendia em consultórios e ministrava palestras. Ela tinha certo conhecimento das ferramentas utilizadas no coaching e decidiu utilizá-las em seus atendimentos e, para isso se profissionalizou. Coaching é um processo de desenvolvimento pessoal ou profissional, no qual um coach, ou seja, o orientador ou treinador, auxilia o cliente ou coachee a alcançar um determinado objetivo, por meio de ferramentas específicas. O coaching é um processo que muda rapidamente a forma de pensar, agir, de se comportar e hábitos de um indivíduo. O sexcoach atua diretamente na sexualidade do coachee e, a Gisele Carneiro preza muito para que o seu coachee volte à sua base de valores e faça um estudo de quem se é para que assim possa iniciar o processo de transformação de vida como um todo. Ela atua na tríade: vida pessoal e relacionamentos interpessoal amoroso e sexual. E, ressalta que o público se atente ao crescimento de “sexcoachs” no mercado os quais, na verdade, usam o nome dessa atividade para venda de produtos eróticos, o que está bem longe do trabalho que exerce.


“Ser coach é transformar vidas e não deixa de ser um produto transformar a vida sexual das pessoas”, ela deixa claro a diferença entre a venda de produtos eróticos e o coaching que é uma ferramenta cientificamente comprovada por meio de estudos realizados na Universidade de Havard, em Massachusetts nos Estados Unidos, há mais de 30 anos. Gisele conta que teve loja de sex shop por mais de nove anos e que é super a favor da venda desses produtos, contudo, os trabalhos não podem ser confundidos, mesmo porque quem é coach, investe muito na profissionalização, desde tempo até dinheiro, pois os cursos são muito caros. Eu, sou prova disso, pois também tenho formação como coach, desde 2012 na SBCoaching, mesmo instituto onde ela se especializou. Gisele foi aluna do casal Tessarioli, ou seja, somos coleguinhas do mesmo instituto e ela já fez todos os cursos de capacitação da CTSex. Paulo Tessarioli é o seu mentor até hoje, ou seja, o coachee que está nas mãos de Gisele, está também nas mãos do maior profissional da área. Coincidências boas, né?!

Gisele diz que a fantasia sexual é como se fosse o desejo sexual, o que se fantasia na mente. E, afirma que todos as pessoas têm fantasia, como por exemplo, que mulher nunca se imaginou transando com Reinaldo Gianecchini? Ela continua dizendo que certas coisas mexem com a nossa imaginação e isso pode se tornar uma fantasia sexual que varia de situações simples e fáceis de colocar em prática como transar no elevador, até transar a três ou a quatro ou ver a parceria fazendo sexo com outra pessoa. Gisele ressalta que fantasia é algo muito individual, “só você sabe, é o seu mundo de desejos e vontades que ninguém pode te recriminar” e eu acrescento uma fala do nosso mestre Paulo Tessarioli que diz “fantasia sexual é algo pessoal e intransferível”, ou seja, é campo que ninguém pode imaginar por você, contudo, profissionais como sexólogas e sexcoachs podem dar uma ajudinha citando algumas para que você mesma crie as suas próprias e se permita colocá-las em prática, o que é a parte mais legal, além de trabalharmos os mitos e tabus relacionados ou “se é pecado ou não” visto que muitos clientes demasiadamente religiosos também nos procuram.


A sexcoach apresenta, também, uma fala que eu amo e sempre repito no Sexsência: o sexo começa no cérebro, este é o nosso melhor órgão sexual, é onde começa o nosso orgasmo (e não no pênis ou na vagina ou clitóris). Ela diz que se não mandarmos uma mensagem para o nosso cérebro, ou seja, se não tivermos fantasia sexual, ele não envia sinal neurológico para nossos órgãos sexuais. “Se tivermos uma trava aqui (no cérebro), a perereca não funciona e o pipi não sobe”, ela diz se referindo aos bloqueios sexuais que criamos baseados em mitos e tabus.


“Você se conectar com a própria fantasia é muito saudável e faz parte de uma rotina sexual prazerosa e, se ‘eu’ puder trocar isso com a minha parceira, é massa”. A sexcoach cita alguns medos como por exemplo, sobre a fantasia de se querer incluir outra pessoa na relação sexual do casal e isso instigar que a parceria queira transar com outras cinco diferentes no meio da rua. Ela orienta que nem sempre devemos levar nossas fantasias para a cama, elas podem ficar na nossa imaginação para que isso provoque nossa própria excitação, principalmente, quando bate o medo de dividir a fantasia com a parceria. Mas, isso não significa que não possamos expô-la para colocá-la em prática, pelo contrário, Gisele incentiva o diálogo sexual entre o casal, pois isso aumenta o vínculo de confiança, parceria e intimidade, fatores que provocam a excitação na cama. Ui! Delícia! Colocar a fantasia na relação sexual tira o casal da rotina e faz parte do jogo entre os parceiros. É a lenha atirada à fogueira. É o gatilho para o orgasmo. E ela divide conosco uma fantasia que ama praticar com o marido: ela viaja muito e, em uma de suas viagens, ele topou se fazer de desconhecido e daí marcaram um encontro num restaurante; inicialmente, se paqueraram e depois foram para o hotel onde ela estava hospedada; fizeram de um tudo, inclusive troca de confissões porque ambos eram casados; no dia seguinte ele foi embora antes que ela acordasse, ou seja, manteve a fantasia e dias depois enviou mensagem a ela dizendo que, dá próxima vez que ela viajasse sem o marido, que o procurasse. Incrível, né?! Quem nunca fantasiou em estar com outro homem na cama?! Se esse outro homem da sua fantasia for o próprio marido é melhor ainda, porque não haverá a quebra do acordo monogâmico de vocês, mas que fique claro que ele tem de entrar na brincadeira e fingir de verdade ser outro homem (isso vai incentivá-lo a ser criativo na cama). Vou copiar essa pra mim!

Gisele explica, também, a diferença entre a fantasia sexual e a fantasia vestimenta que, muitas vezes, investimos para animar a cama. Quem nunca usou a fantasia de enfermeira vendida em sex shop?! E ela dá uma importante dica sobre isso: nunca use a fantasia ou faça um striptease sem antes comunicar o parceiro, pois em muitos casos a surpresa é tão grande que em vez dele se excitar, ele caí na gargalhada, o que frustra a mulher ocasionando um possível trauma. O mesmo acontece quando você prepara o ambiente com luz de velas, fragrâncias, meia luz e, quando ele abre a porta do quarto pergunta “é macumba?”. Eu, particularmente, arrancaria o pênis do meu marido caso fizesse isso. Não é para dizer “amor, vou usar tal fantasia hoje para você” e sim algo sutil como “hoje vamos brincar de médico, prepare-se” ou “o que você acha do strip-tease?” ou ainda “essa noite eu vou dançar pra você”, desse jeito você não estraga a surpresa ao mesmo tempo que o deixa ciente de que você vai se fantasiar. Ter postura também faz muita diferença nesses casos, por exemplo, se você iniciar a brincadeira rindo de si mesma porque está com vergonha ou não se preparou adequadamente para a cena, essa insegurança vai provocar as risadas dele. Você precisa chegar chegando e dominando a sedução. Se ele esboçar uma gargalhada, dê-lhe uma chamada e o coloque em seu devido lugar de puro espectador. “O homem gosta da surpresa, mas não entende a surpresa, logo, é essencial sinalizar o que você pretende fazer, usar fantasia é legal, mas depende de todo um gingado”.


Foto de divulgação


Gisele fala também da importância da literatura erótica como ferramenta de fantasia sexual, ainda mais para clientes que ainda se sentem muito travadas para estimularem a própria fantasia. Opa! Olha o meu livro Músicas de Amor e Outras Sacanagens aí, gente... É uma antologia de contos e poesias sobre a deliciosa dualidade entre o amor e sexo.

Agora que eu fiz o meu jabá, vou falar um pouquinho sobre o curso de sedução para mulheres que a sexcoach ministra. Ela trabalha com três módulos de quatro horas cada um: o segredos da sedução (autoestima poderosa, quebra de tabus e bloqueios, quebra de rotina, como entender a mente do homem); o toques da sedução (massagem tailandesa com o uso da vulva e do clitóris por todo o corpo do homem e a peniana); e o poder da sedução. O curso é aberto em temporadas ao vivo, mas você gata garota, pode procurar as gravações nas redes da sexcoach. E, para saber todos os detalhes dessa live que foi recorde de audiência, ela está no IGTV do @sexsencia.

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