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"Menos punheta e mais ação"

Por Marianna Kiss


Pense numa fã! Capriche nesse pensamento, hein! Agora pense numa fã que contava os dias para a grande entrevista da vida com a mulher que tira onda na mídia apresentando o maior canal de entretenimento adulto do Brasil. Pense numa fã que deseja muito seguir esses passos para passar seus dias de comunicadora falando de sexo num grande canal e com uma audiência que está a fim de ouvi-la! Bem, a fã sou eu e a minha musa, a profissional que eu mais admiro na área da comunicação e que eu almejo ser como ela um dia é a Krishna Mahon, apresentadora do Sexprivé.



Lançado há 11 anos na Band, o Sexprivé é um canal de TV por assinatura mantido pelo Grupo Bandeirante de Comunicação – Band para os íntimos – onde só tem conteúdo adulto entre filmes pornográficos e quadros como o semanal “Phodcast” – com o slogan “sexo falado e bem safado” – e o diário “Rapidinha” também apresentado por Krishna, além do “Manda nudes”, por Maru Karv, blogueira e atriz pornô. O Sexprivé tem cerca de 60 milhões de seguidores no Instagram e 50 milhões de inscritos no Youtube e com mais de 900 mil assinaturas – dados de 2019. A apresentadora também comanda o Cine Band Privé ou, mais popular, Cine Privé na TV aberta, também na Band, durante as madrugadas de sábado para domingo. O Cine Privé existe desde 1995 e entre idas e vindas, voltou ao ar no ano passado. Ele é uma sessão de filmes eróticos clássicos que abrangem da comédia ao drama e, diferente do Sexprivé, não tem sexo explícito.


Krishna diz que não é médica, não é sexóloga, mas é uma curiosa do tema e na minha opinião, ela manda muito bem e tira as informações mais quentes dos entrevistados – e é isso que importa. Ela sempre atuou atrás das câmeras e em grandes canais com o cargo de produtora executiva no Discovery Channel, nos EUA, e diretora de conteúdo no History Channel aqui no Brasil, por exemplo, sendo indicada a dezenas de prêmios Emmy – o Emmy Award é a mais prestigiada e maior premiação direcionada a programas e profissionais de televisão, sendo comparado ao Oscar e ao Grammy. Uau! É tanto talento que fico sem fôlego. Há pouco mais de um ano, ela foi convidada pela diretora executiva da Band, Mônica Monteiro para prestar uma espécie de consultoria nos canais pagos e analisar o que estava vendo de bom ou não nos programas. Krishna sabiamente sugeriu que tivesse algum conteúdo diferente e divertido no Sexprivé, até mesmo para atrair mais publicidade e não deixar nenhuma marca constrangida com o estigma do produto pornografia. Dessa ideia surgiu o “Rapidinha” e todos amaram – porque será, né?! – e, em seguida surgiu o convite para que ela apresentasse o Cine Privé também.


“Tá brincando?!”, ela reagiu exatamente assim e não hesitou em se arriscar no comando de um programa em que várias gerações “bateram punheta” – palavras dela. Quem não gostaria?! Apresentar um programa na TV aberta falando várias obscenidades e fazendo graça com conteúdo de sexo?! Ei, você canal que deseja competir com a Sexprivé, pode me chamar, hein!!! Sei que não chego aos pés da Krishna, mas sou jornalista formada e me garanto no sex appel à frente das câmeras – foi apenas uma ideia, mas tomara que cole!

Brincadeiras à parte, chegamos ao ponto master da nossa entrevista que foi falar sobre o aumento do consumo de conteúdo adulto pelo público feminino. Uma pesquisa realizada em 2015 pelo Pornhub e o Redtube – dois sites de renome da pornografia – afirmou que o Brasil e as Filipinas ranqueiam a lista de maior consumo de conteúdo erótico pelo público feminino numa proporção de 35% para 65% dos homens. Quem me acompanha no Sexsência sabe que eu não gosto de citar pesquisas não científicas, mas não há nenhuma realizada sobre o assunto nos últimos anos, logo é o que temos para hoje e levei em consideração que, juntos, ambos os sites têm um público de mais de 40 milhões de usuários. Já sei, já sei... Você vai me perguntar “mas você não disse lá em cima que o Sexprivé é a maior mídia do ramo, contudo só tem 900 mil assinantes...”, sim, meus caros, mas o Pornhub e o Redtube são sites que têm conteúdo gratuito e por isso há a discrepância no tráfego. Outra estatística bem mais recente e igualmente interessante é o aumento da audiência de filmes pornôs durante a pandemia do coronavírus, a partir de março, sem público definido. O Grupo Playboy ressalta que a maioria de suas assinaturas são de mulheres e houve um aumento de 468% na audiência de seu canal Sexy Hot somente nos primeiros nove dias de quarentena.

Todo o mérito desse aumento de acesso das mulheres se deve a outras mulheres. Tanto as que estão à frente das direções e produções como a diretora Lidy Silva que já passou pelo Sexsência quanto as mulheres que criam conteúdos mais elegantes, inteligentes, divertidos e atraentes, como fez a musa desta matéria. Sim, meus caros homens, também gostamos muito de uma boa “putaria”, porém voltada ao nosso prazer, bem diferente da cultura mainstream reforçada dos anos 1980 e 1990. Inclusive ouço muito de amigas heterossexuais que elas só assistem pornografia lésbica. O argumento de que as atrizes capricham mais no sexo oral e nos toques umas com as outras, além dos orgasmos parecerem mais reais também cai nos ouvidos da comunicadora.


“Menos punheta e mais ação” é o seu slogan e sua filosofia de trabalho é inspirar que as pessoas transem mais... “Se as pessoas transarem mais, a humanidade vai ser mais feliz, todos vão encher menos o saco e as coisas vão ser melhores”, Krishna acrescenta com um largo sorriso. E eu digo mais, as pessoas precisam saber como transar e esse novo jeito de falar de sexo que ela está dando ao mercado do conteúdo adulto dá a oportunidade das pessoas buscarem informações e principalmente deixa a mulher mais à vontade para se conhecer, descobrir o próprio prazer e ficar mais segura para dizer ao parceiro do que gosta, o que é um importante passo para darmos continuidade a nossa liberdade sexual.


Linda, de um sorriso estonteante emoldurados num grisalho brilhante, ela não se acha tudo isso, acredita? Falamos muito também sobre autoestima e empoderamento feminino, mas esse é assunto para conferir da live que fizemos e que deixei disponível no IGTV do Sexência com todo meu amor e carinho – sexuais – pra você. Também sou fofa, né?!


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