• Sexsência

"No campo, na rua, na ciência"

Por Sophia Pitti


Viram isso? Siiiim, uma cientista. Pois bem, Lucy é daquelas que nos enchem de orgulho. Com o seu trabalho, além de divulgar e popularizar a ciência nas áreas de Palentologia, Biologia Sistemática e Filosofia da ciência, ela coloca em discussão as questões da transgeneridade tanto para a sociedade em geral quanto para o meio acadêmico.


Imagens de divulgação

Lucy diz que se entendeu como mulher trans em 2014 mas demorou 5 anos para ter coragem de lidar com esse entendimento. E esse veio de uma maneira avassaladora: a partir de uma tentativa de suicídio, o qual foi motivado justamente por não aguentar mais não ser ela mesma. Hoje ela agradece o fato dessa tentativa ter sido frustrada. Eu aproveito e pergunto: alguém aí se identificou? Aposto que sim.


A partir de 2019 ela foi lentamente se entendendo enquanto pessoa não binária, xenogênero e, mais especificamente, uma catgirl. Sobre esse último aspecto você pode obter maiores detalhes acessando o link https://youtu.be/vAYJlrUNKIU


Lucy não tem dúvidas de que todo esse processo pelo qual ela está passando vai durar a vida inteira. Segundo ela, a cada dia descobre algo novo sobre a sua existência. Percebe claramente que algumas coisas que a “vestiam” no passado deixaram de fazer sentido assim como coisas novas surgiram no seu lugar. Ela acredita que todo ser humano deveria passar por essas revisões do próprio eu, sem medo.


Sobre o meio acadêmico Lucy é enfática ao dizer que, como parte da sociedade, os preconceitos também estão ali presentes. No entanto, assim como na sociedade em geral, existem grupos de apoio e acolhimento que ajudam muito. Segundo ela, o mais importante é seguir lutando e conquistando o seu espaço. E enfatiza: a luta é longa.

E você aí? Gostou da história da Lucy? Espero que sim. Para saber mais, basta segui-la: @gryposouza


Nos vemos na próxima. Beijos.

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