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O que sexo tem a ver com imunidade?

Por Marianna Kiss


Todos estão correndo para o álcool em gel achando que ele é o matador oficial do Covid-19, entretanto o Ministério da Saúde e médicos afirmam que a higiene da lavagem das mãos com água e sabão é muito mais eficaz, além de, teoricamente, ser um hábito. Digo, teoricamente, pois infelizmente a maioria dos brasileiros não tem saneamento básico e muito menos água encanada para tal hábito. Outra maratona, também, se dá em busca de pastilhas efervescentes de vitamina C como se a tal fosse garantir a imunidade contra o coronavírus num estalar de dedos. Deixo claro aqui que não há, ainda, nada que cure um indivíduo que desenvolveu a doença ou vacina de prevenção e se você abriu a página pensando nisso tire seu cavalinho da chuva. Entretanto, se você deseja uma dica de saúde, que estimula a imunidade do seu organismo em qualquer temporada, seja de coronavírus ou não, aqui está: faça sexo!


“Como assim, Kiss?”


Como todos já sabem, uma vida sexual ativa garante muitos benefícios psicológicos e emocionais, mas o que você não sabia é que o sexo age diretamente sobre a nossa imunidade. Bem, ao menos é isso que afirma um estudo da Universidade Wilkes, na Pensilvânia, EUA. Sempre lá, não é?! Porque será? Segundo os pesquisadores, fazer sexo no mínimo uma vez por semana – de preferência duas – aumenta em 30% o nível de anticorpos, que são proteínas que o nosso organismo demanda para nos proteger contra gripes e resfriados. Os anticorpos são comumente conhecidos como imunoglobulinas (Ig) e as que eu me refiro nesta matéria são especificamente as IgA, facilmente encontradas na saliva, lágrimas e mucosas respiratórias, genitourinárias e digestiva – ou seja, genitais e boca. E elas previnem a invasão de microorganismos e a penetração de toxinas nas células da pele. Os pesquisadores dizem que as pessoas sexualmente ativas estão mais expostas à vírus e bactérias, o que resulta numa maior liberação de anticorpos. Será que é por isso que eu não tenho gripe há cinco anos? Risos.



E mais... A especialista em sexualidade, Sandra LaMorgese escreveu no site Medical Daily que praticar o BDSM pode ser mais impactante do que o sexo genital nesse fortalecimento da imunidade, visto que a pele é o nosso maior órgão sexual que, com milhares de receptores logo abaixo da superfície, nos proporciona experimentar a cura fisiológica e física por meio dos toques, massagens, brincadeiras e abraços que recebemos. E eu vivo repetindo no Sexsência para você expandir sua mente e aceitar que sexo é corpo inteiro.


Além disso e ainda tratando de saúde física, segundo o periódico científico Journal of Health and Social Behavior – EUA – a prática sexual regular reduz o risco de hipertensão em mulheres a partir dos 57 anos, que têm prazer sexual. Mas, se liga, porque neste caso, ocorre o contrário nos homens. Os pesquisadores analisaram 2204 voluntários com idade entre 57 e 85 anos, em 2005 nos EUA. Cinco anos depois, estas mesmas pessoas foram avaliadas novamente. As mulheres apresentaram um resultado super favorável. Já nos homens, os testes afirmaram que os que transavam ao menos uma vez por semana tinham duas vezes mais possibilidade de sofrer problemas cardiovasculares do que os sexualmente inativos. Nos homens que afirmaram ter sexo muito prazeroso, o risco era ainda maior. Uma possível explicação para tal fato, segundo Hui Liu – professora de Sociologia na Universidade Estadual de Michigan e coautora do estudo – é que os homens de idade avançada têm mais dificuldade de chegar ao orgasmo e por isso o organismo deles precisa trabalhar no limite da exaustão ficando mais estressados e assim sobrecarregam o sistema cardiovascular. Vixi! Mandem esses americanos que demoram a chegar ao orgasmo pra cá, pois no Brasil a regra é o contrário e a mulherada tem reclamado. Mas, olha só... Se você ainda é um cinquentão não se preocupe, pois outro estudo, dessa vez do Instituto de Pesquisa New England, em Massachussts, EUA, demonstrou que o sexo, que todos nós já sabemos que aumenta a frequência cardíaca quando atingimos o orgasmo, quando praticado ao menos duas vezes por semana por homens na faixa dos 50 anos os protege tanto que eles apresentam um risco 45% menor de terem problemas cardíacos. Maravilha!


Outra coisa bem legal e que vai te incentivar a fazer mais sexo ainda, é que ele funciona como um analgésico natural. Sim!!! A Universidade de Munster, na Alemanha, provou que pessoas que têm enxaqueca relataram uma diminuição de 60% na dor de cabeça após o sexo. E as que sofrem com a cefaleia em salva, que é uma dor em um só lado da face, apresentaram uma melhora em 37% dos casos. Eu comprovo, pois toda vez que estou com a cuca quente eu puxo meu marido para um cantinho, a gente manda ver e logo, logo a dor vai embora. A explicação está na liberação da endorfina, o famoso hormônio do bem-estar que alivia a dor.


Ufa! Eu vou parar por aqui, pois se eu relatar todos os benefícios físicos relacionados ao sexo eu não termino essa revista hoje!


Como especialista em sexualidade eu atendo dúvidas sobre:


identidade de gênero, orientação sexual, autoestima e disfunções e inadequações sexuais, de segunda a sábado on line e você pode me procurar no sexsencia@yahoo.com.


Ah! Me acompanhe também nas redes sociais, no Instagram estou como @sexsencia e @mariannakisskiss e no youtube.com/sexsencia.


#sexo #sexoeimunidade #sexoesaude #saudesexual


Eu fico por aqui, gratidão por me ler, cópula a tergo e muita intumescência para o seu dia.

Marianna Kiss



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