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O segredo de Fábio Silva

Por Marianna Kiss


O diretor de filme pornô mais em alta no mercado revela um mistério que só contou ao Sexsência e agora você vai saber também!


“Esse é o segredinho secreto da produtora e do diretor que ninguém pode saber...”

Quando se fala em filme pornô logo pensamos naquela versão mainstream onde apenas os homens se divertem com aquelas penetrações performáticas, pois não?! Contudo, passou em minhas mãos em julho no Sexsência o premiadíssimo diretor Fábio Silva e ele garante que satisfaz a mulherada também!!! No sentido da sétima arte, que fique claro, porque senão a sua esposa Lidy Silva – também diretora de filme adulto e que eu já tive a honra de entrevistar aqui e no Instagram – arranca a cabeça dele... Essa mesma aí debaixo que você maldosamente imaginou. Risos.


Fábio voltou às gravações e saiu correndo de uma, que já já vai sair fresquinha na Hardbrazil – sua produtora – só para falar com o Sexsência, acredita? Ele deu um pequeno spoiler e soltou em primeira mão que o filme é mais um muito sexy da série “Carona do Ted”. Um projeto em que iniciou atuando, anos atrás e hoje ele apenas dirige e dirige. Risos. Dirige a cena ao dirigir seu Ted amarelo dando carona a inúmeras atrizes e amadoras ao passear pelas ruas movimentadas de São Paulo a luz do dia. Já participaram as famosas Mirella Mansur, Victoria Dias, Amaya Takayo, Fernanda Freire – os maiores seios do Brasil – e Rebbecca Santos com a presença de seu marido Alex Ferraz. Sim! Fábio dá carona para maridos, tiozões e para quem mais quiser acompanhar a cena que não tem roteiro e deixa muitos motoristas e motoboys enlouquecidos com a mulherada nua dentro do carro. Essa carona tinha de ser despida, né?! Sem contar que rolam masturbações, sexo e até interação com o público quando as participantes topam abaixar o vidro do Ted, é claro, e enquanto isso Fábio puxa papo fora e até dá uma de entrevistador perguntando como elas iniciaram a carreira no pornô.


Diretor de filmes adulto há 21 anos, ele venceu duas categorias no Prêmio Sexy Hot de 2019 – o Oscar do pornô brasileiro – com o filme “La casa de Raquel”: melhor direção e melhor filme hétero. E, já tinha ganho na edição de 2016 os prêmios de melhor diretor e melhor cena de sexo anal com o filme “Fábio Gump – o comedor da história”. Ele iniciou a carreira atuando até que em 2006 passou a realizar as próprias produções e trabalhou na Hardsexy do mesmo ano até 2012. E, adivinhe porque ele saiu? Porque sua amada Lidy, com quem tinha voltado a namorar em 2011, o convenceu a abrir sua produtora e juntos lançaram, em 2015, a HardBrazil.


Fábio dedica a ela todos os méritos de seu sucesso e afirma que o filme “La casa de Raquel” foi dirigido a dois e com muitos pitacos dele, já que é ela quem manda e, como ele mesmo diz “esse é o segredinho secreto da produtora e do diretor que ninguém pode saber... é a mão feminina por trás”. Muitas mulheres e eu dizemos “amém” a essa mão já que é bem característico de seus filmes cenas que nos agradam e nos divertem. Sim! Também amamos pornô e estamos cansadas das direções machistas onde a protagonista é a penetração – #ficaadica.


“Mulher não tem jeito... se ela fala ‘é assim’ e não adianta teimar... o negócio é concordar”.

Sexsência: Como foi ganhar um prêmio como o do Sexy Hot num momento do mercado em que há pouco investimento e patrocínios para as gravações e uma forte concorrência com os filmes amadores gratuitos?


Fábio: Foi muito bom. Se eu disser que a gente não esperava... A gente esperava sim. Mesmo assim, até o último minuto, até ouvir o nosso nome... a gente para pra pensar “é o meu nome mesmo que ele falou?”, a gente não acredita. E foi a segunda vez que eu ganhei como diretor. O primeiro prêmio eu levei em 2016 com o filme “Fábio Gump, o comedor da história” estrelado pelo ator Fábio Lavatti, Samantha Amrósio, Sabrina Senna, Ana Julia, Soraya Carioca, Cristiane Alves. A ideia do trocadilho para o título do filme se deu porque o Fábio lembrava muito o Tom Hanks em 1994.


Sexsência: O público pede para você e Lidy atuarem juntos num filme já que trabalham juntos atrás das câmeras?


Fábio: O pessoal fala isso direto. Vê a Lidy nos bastidores e comenta “aí, eu queria ver você atuando” e eu respondo que se ela topasse eu faria, mas ela não quer. Cada um tem sua opinião. Quem quer fazer filme precisa ter iniciativa própria. Tem de partir da pessoa e não fazer por pressão.


Sexsência: O público está pedindo para você gravar com a Bruna Lambertini. Você vai atendê-los?


Fábio: Todo mundo pede para eu gravar, mas oh... A Bruna não é de São Paulo... Já nos esbarramos em festas e eventos... A gente já marcou de gravar e não deu certo. São coisas que nem sempre saem como a gente quer. Provavelmente vamos gravar com ela, mas não deu ainda. E tem um monte de garotas que ainda não gravamos. Tem uma tal de Lince que é do Sul, aí no Rio tem a Lua Doideira e a Bela Índia, que a gente tá negociando... A gente tenta gravar todas as atrizes possíveis.


Sexsência: E o Pistolinha?


Fábio: A gente já gravou o Pistolinha, mas agora ele é independente e grava só para o canal dele. A gente tá esperando ele mudar de ideia para gravar conosco novamente. Ele tem de esquecer a parte do trabalho e dar uma força pro amigo, né?! Ele é muito gente boa. Adoramos ele, fomos à praia... Para o Guarujá e meu filho de sete anos achou o máximo andar na praia ao lado dele porque é um palmo mais alto. Ele ficou todo empolgado porque o Pistolinha é menor que ele.


Sexsência: Dá para criar um vínculo de amizade com os atores que passam pela Hardbrazil?


Fábio: Claro que dá. O pessoal vem aqui em casa, a gente faz churrasco. A Elisa Sanches já chegou a morar com a gente aqui. A Mirella Mansur deitava na cama com a gente para assistir filme. O pessoal pensa que é tudo putaria, mas não, meus filhos também estavam nesse dia. Somos amigos da Soraya Carioca há muitos anos. Tem o Stanlay e eu só não vou dizer que ele virou irmão porque eu sou muito novinho. Risos. Ele é praticamente um pai. Tem o Shiroma da Feira Erótica... nossa... a gente é bem unido.


Sexsência: Quais são suas fontes de inspiração?


Fábio: Eu aprendi muito com as pessoas com quem trabalhei... Peguei um pouquinho de cada um... Do Stanlay, do Sandro Lima que me ajudou e até hoje trabalhamos juntos... Tem muita gente... E a gente pega o melhor de cada um e vai montando um estilo nosso, né?! E sempre copiando também, eu só não posso contar isso pra eles porque senão vão ficar convencidos.


Sexsência: Eu vou fingir que não vi só para te fazer essa pergunta: e o “La casa de Raquel”, foi uma cópia fiel da série ou não?


Fábio: A intenção foi fazer o mais copiado possível. Teve gente que falou “não teve nem roteiro”, mas a ideia era essa. Fazer com que quem viu a série assistisse o filme sob outra ótica. O Stanlay, inclusive, foi o nosso professor.


Sexsência: O Stanlay reclamou na minha live que ficou só vendo todo mundo se pegando e não pegou ninguém. Você o colocou de castigo?


Fábio: Eu aprontei uma com ele... Tem um momento em que as atrizes estão na sala e ele não esperava... Elas começaram a transar e eu falei “gruda nele, porque ele vai ficar sem graça e eu quero que fique bem real”. E realmente ele ficou muito sem graça, ficou vermelho, mas foi deixando a cena rolar. E outro segredo que eu vou contar que ninguém sabe... É que eu ganhei o prêmio de melhor diretor, mas quem preparou tudo, produziu e planejou foi a Lidy, só não espalha! Até os papéis ela que escolheu. A Bárbara Alves ia protagonizar a trama como a personagem São Paulo, e aí ela argumentou que tinha de ser a Bianca Naldy porque ela tiraria de letra a narração do filme durante a edição. E ela estava certa, pois não tive trabalho nenhum. Só tem o meu nome nos créditos do filme porque eu falei assim “pô, você vai fazer tudo então alguma coisa tem de ser eu... coloca meu nome pelo menos”. Você sabe que em casa a gente sempre entra em acordo com a esposa, né?!


Imagem de divulgação


Intumescente querida (o) que está lendo esta matéria, saiba que rolou uma hora inteirinha de entrevista no Instagram @sexsencia, ou seja, o que tem aqui é apenas uma pequena parte e eu te convido a assistir o restante. Mas, para adiantar alguns temas eu revelo que o público participou muito elogiando e nos enchendo de perguntas e, dentre elas, destaco duas, as quais eu mesma respondo aqui: a atuação de mulheres grávidas e o estigma de abuso sexual da equipe com as atrizes. Fábio partilhou da mesma opinião que eu... A vontade e iniciativa da mulher de ser atriz pornô vem dela. Branca, negra, amarela, sarada, gorda, novinha, madura, grávida ou não, é a mulher que escolhe participar ou não de uma gravação. O conteúdo adulto evoluiu tanto ao longo das décadas que há espaço para qualquer categoria e busca profissionais que gostem de fazer sexo e de se exibir, pois encarar a sociedade não é fácil. E, baseada nas personalidades do meio que já entrevistei, Lidy Silva e Stanlay Miranda que dirige filmes há 33 anos e já trabalhou com grandes nomes como o John Stagliano, por exemplo, percebo que há um enorme respeito a todos da equipe, além de uma minuciosa seleção para atuação. Os três diretores deixam claro todos os pós e contras e têm seus códigos para quando uma atriz está desconfortável na cena. Logo, precisamos desconstruir essa ideia de abuso nos sets de gravação.


Conheça mais sobre o trabalho do Fábio e da Lidy Silva no www.hardbrazil.com.br e me aguardem, pois me convidei para o evento de lançamento do site, que foi adiado por causa da quarentena. Então, vai me imaginando aí que vou voltar cheia de segredos mais para contar.


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