Os prazeres de um chute no saco

Atualizado: Jul 21

Por Gutto Lars


Arrisco-me a dizer que a maioria das pessoas que curtem ballbusting não compreende muito bem o porquê de gostar disso. Eu mesmo levei muito tempo para entender, se é que realmente um dia entendi. Por isso mesmo, o espaço aberto pelo Sexessência para falar de ballbusting e outros fetiches parafílicos seja tão importante. O que posso dizer é que lembro muito bem da primeira cena em que vi uma mulher dar chute no saco em um filme que passou na TV. Fiquei paralisado pelo susto ao mesmo tempo em que senti tesão. Ver aquela cena inicial, que desencadeou todo o fetiche para mim, teve alguns significados que vou tentar pontuar. A partir dali, sempre que desejei uma mulher, fantasiei com ela dando chutes no meu saco!

O primeiro ponto e talvez o que realmente motive os meus sonhos eróticos de contar com uma garota dando leves chutes no meu saco é que esse golpe baixo põe por terra aquele velho discurso de sexo frágil. Se olharmos bem, qual órgão sexual está mais exposto à dor? Os testículos, claro! Então, ainda com pouca idade ter visto uma “frágil” mulher colocar um musculoso homem no chão com apenas um chute nas bolas foi algo bem chocante e excitante ao mesmo tempo. O pensamento era: o cara mais forte do mundo vai sempre cair diante de uma mulher que lhe der um chute no saco! Há um forte quê de poder aí, o que é um atrativo.

O segundo ponto é que, para muitos, a cena de chute no saco em filmes ou na TV foi a primeira vez que muitos viram uma mulher “tocar” as partes íntimas do homem. Pode parecer bobagem, mas não é! Nada mais natural do que sentir o desejo de ser tocado e, querendo ou não, uma cena dessas há um toque da mulher nas bolas... Isso gera sensações e desejos para os homens e certa curiosidade para as mulheres, que ficam com aquela pulga atrás da orelha: será que um chute no saco dói tudo isso mesmo?

Dói! Mas, para os fãs de ballbusting não é bem isso que atrai (claro, há os que adoram sentir aquela dor que explode nas bolas e se espalha pelo abdome). Para mim e outro tanto de homens, o barato é estar ali vulnerável diante da garota que aplicou o golpe no saco. Às vezes acho que o grande barato de gostar de chute no saco consiste em sentir aquela leve dor nos testículos enquanto a garota, toda linda e gostosa, observa a nossa dor... Geralmente, elas não seguram o riso e, quando entram na brincadeira, parecem desfrutar bastante.


Outro ponto é que essa possível dominação feminina se dá na principal diferença física entre os corpos da mulher e do homem. Em outras palavras, sempre haverá um grande mistério em torno do assunto. A garota jamais saberá como é a dor de um chute no saco! A elas só resta se divertir aplicando esses golpes e tirando onda com a dorzinha alheia... Eu, por exemplo, gosto de levar chutes no saco e, enquanto sinto a dor, fico a observar o meio das pernas dela, liso, gostoso e que impossibilita ela saber o quanto dói um chute nas bolas... Isso faz parte do jogo de prazer envolvido no ballbusting.

São várias as camadas possíveis para aproveitar as sessões de ballbusting. Como disse no texto da edição passada, adoro as ameaças, que me possibilitam não sentir o golpe e ver a garota se divertir com o meu “frio” na barriga a cada vez que ela levanta a perna ou o joelho e quase bate nas minhas bolas... Só de escrever isso já fico ligado! Até a próxima.


Foto de Ryan Mcguire


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Leia a edição de março da Revista Sexsência no https://03fa6c40-27c5-4b01-a28b-3e2c5e157823.filesusr.com/ugd/7cf313_f784960d45d6494695474efce9b6d9d6.pdf

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