Síndrome de Gabriela (preguiça de evoluir)

Atualizado: Jul 21

“Eu nasci assim, eu cresci assim... E, toda vez que alguém me cobra algo, um comportamento, uma atitude, ou uma simples atenção, eu me defendo dizendo que sou assim e o fulano tem de me aceitar do jeito que sou... O resto é ladainha.”


Pois bem... Esta é a Síndrome de Gabriela e junto a ela vem a contradição das pessoas que me procuram para mudarem suas vidas. Ou então, vem com o “mas...” aqui e ali. Aff... Eu poderia aceitar essa desculpa pra lá de esfarrapada, pois estenderia o número de sessões do meu atendimento e eu receberia mais financeiramente. Entretanto, como a boa ser humana que sou eu prefiro partir para a briga. Sentou na cadeira a minha frente eu mostro logo que o primeiro passo para a evolução é trazer a culpa de tudo para si e, se o cliente for embora de cara, eu fico calma, pois em duas semanas ele volta. Assustador? Injusto? Talvez. E, para conferir isso eu ensino o segundo passo: ouvir o outro lado, pois dizer, grosseiramente, que o choro ou a cobrança alheia é pura ladainha não vai resolver o assunto, assim como bloquear o tal cobrador das redes sociais não apagará a história de uma vida real inteira. Ah... E o terceiro passo e não menos importante que os dois primeiros: empatia.


Trazer a culpa pra si.

Ouvir o outro.

Ter empatia.


Se me fosse possível uma receita de vida, esta seria. Trazer a culpa pra si te dá o poder de virar a página e resolver o problema. E aí vem o seu “mas, e se a culpa não for minha?”, então, ouça o que o outro tem a dizer... “Mas, e se for uma cobrança a qual eu não concordo?”, então, tenha empatia... Coloque-se no lugar do outro... O que a pessoa que está cobrando sua atenção está sentindo? Saudades suas, talvez? Vontade de estar por perto? Ela está se sentindo rejeitada porque foi esquecida e não participou de um evento seu? Opa... Olha o poder em suas mãos quando você traz a culpa pra si... “é verdade, eu me esqueci de convidá-lo”. Agora o poder da empatia... “Opa, mil perdões, não foi minha intenção. Falha minha.” Ou “não concordo com você e percebo que está exagerando, vamos conversar? Você pode ouvir o meu lado também?” e aí, com um pouco de sutileza e carinho, tudo se resolve. Mesmo porque, olhe pelo lado positivo da força (talvez seja o quarto passo): se a pessoa cobra sua atenção é porque te ama muito e, no mínimo, sente sua falta, logo, qualquer evento é um pretexto para estar por perto e ser esquecida de um a magoa. Ponto para ela.



E, agora o que tudo isso tem a ver com a preguiça de evoluir? Aham!!! Tem tudo a ver com a Síndrome de Gabriela. Risos. “Ora bolas, minha cara Kiss, isto está no título do artigo”. Bem, quase a totalidade das pessoas que conheço agem assim: o que o outro sente é sempre ladainha, nunca escutam ou têm empatia, bloqueiam-se a torto e a direito, argumentam esfarrapadamente, jogam a culpa no outro e ainda finalizam com frases prontas sobre o amor, do tipo “amor é liberdade e não sufoca”. E não me venha com sua frieza e amor à distância... Amor não expresso é o mesmo que nada! E, se você se sente sufocado é porque não ama de verdade.


Vixi. Confesso que seguir à risca os três passos acima, de uma hora para outra, não é nada fácil, logo, que tal treinarmos o meio termo? Meia culpa minha, meia sua e com um pouquinho de gentileza a gente se entende?! Assim, ambos os lados deixam a preguiça de evoluir de lado, apertam as mãos e prometem se policiar para não se esquecerem uma da outra no próximo evento. Fica mais fácil assim?! Claro que sim! Mas, (agora o “mas” é meu), na prática isso não ocorre e aí as amizades ou laços familiares se perdem e, se um não ceder a tempo, o arrependimento vai aparecer no leito de morte. Desnecessário. Perda de tempo total.

Não seja tolinho (a). Não perca vida, amigos, familiares, por conta de uma cobrançazinha de atenção a qual bastava um pequeno exame seu de consciência e um pouquinho de gentileza para assumir que se esqueceu do fulano. Acontece na correria do dia a dia. A não ser que... Se essa cobrança for contínua, ou seja, se o seu esquecimento se deu várias vezes... Aí voltemos a síndrome de Gabriela, que tem tudo a ver com a preguiça de evoluir. Sei que é mais fácil dizer que “sou assim e ponto”, do que ter trabalho, aceitar a culpa, ou seja, que tem vacilado pacas a certo tempo e simplesmente pedir perdão. Ainda mais se você for uma referência de sabedoria e pedir perdão não está nos seus planos. Aff. Sinto lhe informar, mas neste planeta de expiação, quase ninguém é tão sábio assim e os que são, tipo Madre Teresa de Calcutá, assim foi porque nunca teve preguiça de evoluir e nos deixou boas lições de humildade e empatia.

(gratidão a minha grande amiga Marcelle Lobato que me ensinou essa lição).


Como especialista em sexualidade eu atendo dúvidas sobre:

identidade de gênero, orientação sexual, autoestima e disfunções e inadequações sexuais, de segunda a sábado on line e você pode me procurar no sexsencia@yahoo.com.

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Eu fico por aqui, gratidão por me ler, cópula a tergo e muita intumescência para o seu dia.

Marianna Kiss


Photo by JoelValve on Unsplash

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