Stanlay Miranda

Atualizado: Jul 21


O Sexsência me enche de orgulho e por conta desse projeto lindo estou tendo a honra de conhecer grandes nomes da indústria pornográfica brasileira e, dentre as estrelas de junho, eu pude entrevistar Stanlay Miranda.



Ele dirige filmes adultos há mais de 30 anos, tem mais de 300 filmes com sua direção ou produção. E, se isso não fosso o bastante, ele ainda foi aluno de Rocco Siffred, o maior ator e diretor italiano de filme pornô; de John Leslie, profílico ator pornô norte-americano; e Joey Silveira, também diretor de renome e tudo isso na New York Academy. Stanlay também é júri técnico do maior evento da indústria pornográfica nacional: o Prêmio Sexy Hot – o Oscar do pornô brasileiro. Agora deixe-me tomar fôlego porque ainda tem mais... Ele é sócio de John Stagliano, o Buttman em pessoa e trouxe a produtora para o Brasil em pleno período Collor... Congelamento do dinheiro de todo mundo, época em que todas as vacas foram para o brejo, lembra?! E, para não dizer que nunca atuou em filmes adultos, recentemente ele foi a personagem professor no filme “La Casa de Raquel”, dirigido por Fábio Silva, que ganhou dois prêmios Sexy Hot em 2019: melhor direção e melhor filme hétero (e que estará conosco em julho!!! Olha que tô cobrando, hein!). Ah! E ele jura que não ficou chateado ao contracenar com duas atrizes gostosas que transaram na frente dele sem que pudesse fazer nada já que sua personagem não participava efetivamente da cena, se é que você me entende.


Essa tórrida história de sexo – risos – começou há 33 anos quando Stanlay largou seu emprego na General Motors e montou uma importadora, a qual o fez ir para a Argentina negociar cabeçote de bomba ejetora para caminhão quando se deparou com o congelamento da Era Collor. Ao ser questionado como pagaria a peça, ele ligou para a esposa e perguntou “o Collor não tirou o meu dinheiro não, né?!” e ela lhe respondeu “não amor, inclusive ele ligou aqui pra casa e disse que ia tirar o dinheiro de todo mundo menos o do Stanlay”. Parece piada, mas a situação ruim o levou a um caminho completamente diferente e Stanlay passou a vender DVDs de diversos tipos de filmes para videolocadoras. Até que teve a oportunidade de ir para os EUA e, ao comprar filmes pornôs com John Stagliano, acabou caindo em suas graças. John tinha vontade de filmar no Brasil e Stanlay o ajudou como intérprete, além de cuidar de seus contratos de locação e aluguel de equipamentos para a produção do filme do diretor. John gostou tanto do brasileiro que confiou a ele 30 mil dólares para abrir uma produtora aqui no Brasil, sem nenhuma assinatura de contrato ou garantias de retorno, mesmo Stanlay querendo lhe apresentar empresas já existentes.


Num primeiro momento, Stanlay pensou em sumir com o dinheiro, mas confiou em seu ditado “a vida te deixa em encruzilhadas e você escolhe o caminho”. Pelo Universo da Sexualidade ele escolheu o caminho certo senão, não estaria na live do Sexsência três décadas depois e muito menos faturaria um milhão de dólares por mês em menos de dois anos na produtora que teve início numa casa alugada em frente a um cemitério, em Santo André, onde muitos afirmavam que “esse aí já nasceu morto”.


Se o sucesso já não fosse suficiente, os sócios ainda criaram uma revista – que hoje é leiloada como peça de colecionador – e se tornaram a primeira produtora pornô brasileira a ter um programa na TV aberta, a Buttman TV na RedeTV. Tempos depois, Stanlay montou uma duplicadora de DVDs em Manaus.


Stagliano o deixou livre para produzir o que desejasse e só vinha ao Brasil para gravar, assim como trouxe também Rocco Sifdred e Joye Silveira. Stanlay dirigiu o famoso “Rocco in Rio”. Outro trabalho de grande importância que o diretor mencionou na live é a série com 50 episódios que produziu com Fábio Scorpion – famoso ator pornô brasileiro falecido em 2004 em decorrência de complicações em uma cirurgia estética – um dos melhores profissionais com quem já trabalhou. Stanlay gravou uma cena com ele e uma atriz que gemia de forma muito forçada. O diretor incitou que ela dissesse algo para o ator... E, na hora H a atriz soltou um “vai, me come, seu viado”, o que brochou o Scorpion que pediu que a trocasse imediatamente. O sucesso foi tamanho que o diretor passou a incluir nos DVDs o making off das gravações. E eu, oferecida que sou, me convidei para fazer parte de uma gravação atuando como voyer (não tenho a mínima curiosidade de ser atriz pornô, hein) e nem cobraria cachê por isso. Mas, ele me fez uma proposta muito melhor: gravar um making off para o Sexsência! Não vejo a hora dessa quarentena acabar... Terei de ficar um mês em São Paulo para conhecer os trabalhos de tantas estrelas que já passaram por minhas mãos... Paulinha Amorimm, Xandy Vitta, Lidy e Fábio Silva, Van Inhesta, Raissa Garcia e agora Stanlay Miranda. Estou me sentindo!


O diretor relembra os tempos de ouro onde já chegaram a vender 20 mil DVDs por mês para cerca de 15 mil videolocadoras. Hoje, somente as sex shops vendem os filmes além da internet. Ele falou também sobre o preconceito sofrido, principalmente, pelas atrizes. Para o diretor, a mulher inicia na profissão de atriz pornô, principalmente pela necessidade financeira, embora os cachês atuais sejam muito mais baixos. Assumir isso é algo sério e todas sofrem preconceito, pois vão sofrer com o estigma de trabalharem com pornografia pelo resto da vida. Mas, comenta o carinho de fãs que fazem fila para tirar fotos com elas e pedem autógrafos. Perguntei também sobre o empenho dos homens e o diretor brinca dizendo que são ótimos em cena com belas ereções, mas que não sabem beijar na boca. Hoje, Stanlay produz filmes pensando nas mulheres, com enredos voltados ao prazer feminino com longos beijos, muitos abraços e as roupas sendo tiradas bem devagar. Opa! Aí eu vi vantagem.


Questionei sobre o movimento antipornografia onde nomes como as norte-americanas Shelly Lubben, fundadora da Pink Cross Foundation e Gail Dines, socióloga, afirmam que a pornografia está criando uma geração de homens mais violentos além de dizerem que há abusos das atrizes dentro e fora dos sets. Stanlay responde que em suas produções nunca ocorreu nada do tipo, inclusive ele ensina um código de defesa para as atrizes: toda vez que elas se sentem dor ou algum desconforto, apertavam o braço do ator que para a cena imediatamente. Agora eu vou falar também – risos –, como especialista no assunto, não é um filme pornô ou qualquer outra ferramenta de repertório sexual que vai puxar o gatilho de um homem violento e sim o seu histórico de vida. Se isso fosse verdade, todos nós seríamos monstros, ou você vai negar que já assistiu (e ainda assiste) uma boa pornografia?!

Mudando para um assunto mais leve, Stanlay revela um quase acidente de trabalho... Como o auge da cena é a ejaculação masculina, teve uma em que o pênis do ator estava apontado para ele e, para não perder o ápice e ter de refazer a filmagem, ele deixou a câmera e esquivou o rosto para se salvar do jato. Tudo para não perder a cena e ter de usar um dublê falsificando a finalização. Isso é que é diretor! E, para finalizar a entrevista ele deu uma dica importante: há toda uma preparação para as cenas, principalmente as cenas de sexo anal... Há gel lubrificante e posições específicas para as câmeras, ou seja, nem tudo é para copiar em casa. Uma cena de 20 minutos é gravada em duas horas ou mais. E eu completo: filme pornô é entretenimento para adulto que sabe diferenciar o que é verdade ou encenação e não ferramenta de educação sexual para iniciantes, ok?!


Agora vá lá no Instagram e confira a entrevista na íntegra. Você vai aprender muito, além de dar boas risadas: @sexsencia.


Leia a edição de julho da Revista Sexsência no https://03fa6c40-27c5-4b01-a28b-3e2c5e157823.filesusr.com/ugd/7cf313_75480b19f9b84aa4a3c88c6ff1368931.pdf


Como especialista em sexualidade eu atendo dúvidas sobre: identidade de gênero, orientação sexual, autoestima e disfunções e inadequações sexuais, de segunda a sábado on line e você pode me procurar no sexsencia@yahoo.com.


Conheça também os cursos que ministro no https://www.sexsencia.com.br/cursos-e-treinamentos e meus livros no https://www.sexsencia.com.br/copia-meus-livros


Ah! Me acompanhe também nas redes sociais, no Instagram estou como @sexsencia e @mariannakisskiss e no youtube.com/sexsencia. #asclitonianas


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Eu fico por aqui, gratidão por me ler, cópula a tergo e muita intumescência para o seu dia. Marianna Kiss

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